Psicologia e Espiritualidade

20-03-2021

Por Ana Dragana. O que é confiar? O direito e dever da defesa. Acordar o sistema imunitário (humanitário). Arcanjo Miguel, São Jorge, Ogum. Crescer com narcisistas. Sair da caverna da ignorância. 

Sobre o confiar. Muitas vezes é dito às pessoas que precisam confiar. Mas o que quer dizer confiar propriamente? Confiar nos outros?
Porque motivo o devemos fazer? Sabemos quem o outro é, de verdade? As piores acções são escondidas sob a capa das "melhores pessoas", basta observar à volta, quer nas nossas histórias pessoas ou naqueles que nos rodeiam. 


As principais vítimas de psicopatas ou de narcisistas, são precisamente pessoas que confiam naturalmente na vida, e nos outros. E que são abusadas na sua ingenuidade e inocência para lá do imaginável, precisamente porque confiam que praticando boas acções estão protegidas por uma espécie de aura de bondade que evita que os predadores a ela cheguem. 


Mas assim não o é. Os predadores vão exactamente ao encontro dessa aura de luz. Podemos acreditar que os nossos Anjos da Guarda, Deus, a vida, seres do plano invisível nos vão proteger, mas a sua acção é limitada, não estão encarnados na matéria, nem têm o dever de assumir responsabilidades que a nós nos competem, como aprendermos a nos proteger, a marcar limites em relação ao outro se necessário, e a viver a vida em abundância, saúde, amor, prosperidade que realmente merecemos.


Este "adormecimento", "esquecimento" sobre a nossa capacidade e dever de nos defendermos, tem um espelho também no que se passa com o sistema imunitário dos humanos, com tantas novas doenças que têm vindo a surgir inclusive do sistema imunitário que se vira contra si mesmo ( as doenças auto- imunes). Urge acordar para a nossa capacidade de defesa!


É maravilhoso sentir a potência protectora de seres do plano invisível, como Arcanjo Miguel, São Jorge, Ogum, mas de pouco vale chamá-los, se na nossa psique, nas nossas crenças, nos nossos emaranhamentos familiares, não aprendemos ainda a nos reprogramar para o direito de termos os nossos limites bem marcados, se fomos abusados de diferentes formas no nosso crescimento e ainda não requalificamos a nossa energia de uma forma profunda.
Temos o direito de confiar em nós mesmos em 1º lugar, naquilo que os nossos olhos observam, de nos darmos tempo para podermos avaliar se uma situação é boa para nós ou não, antes de tomarmos decisões que vão impactar fortemente as nossas vidas. 

O outro, pode esperar e aceitar o nosso limite, se se ofende, porque deseja que coloquemos as sus necessidades à frente das nossas, isso já nos vai trazer informação preciosa. 

Esta aprendizagem sobre os limites não é fácil, principalmente se a pessoa tem traços de narcisismo (frequente em quem é filho/a de narcisistas), pois vai sempre sentir que são as suas necessidades que não estão a ser tidas em conta, sem grande noção do espaço que ocupam e invadem do outro (pois a ferida/ vazio que sentem é brutal) , ou se a pessoa está ou cresceu rodeada de narcisistas, que a acusaram sempre de querer ser o centro das atenções e egoísta, quando estava apenas a exigir o mínimo para as suas necessidades, acabando a acreditar a história que lhe é contada, e a tendo a sua auto- percepção totalmente alterada. Pessoas que parece que pedem licença para existir... porque efectivamente esta licença não lhes foi dada... "Só" o narcisista tem permissão para existir e ser o centro. Quando não o é, vai criar manobras para o ser.

Tanto para dizer e clarificar... para repor a ordem natural das coisas, o equilíbrio entre o dar e o receber.

Serão aqui divulgadas terapias e cursos on-line sobre este tema. Esta aprendizagem é vital para todos os seres humanos, para o projecto "humanidade" se manifestar, e todos podermos alcançar o nosso potencial total e criar uma vida diferente no planeta.


Mesmo aqueles que não alcançam todos resultados esperados num processo terapêutico ou de aprendizagem, apenas se melhorarem um pouco, aquilo que são como seres humanos, já estão a prestar um serviço incrível à humanidade e à sua descendência.

Fazemos parte das primeiras gerações em que o ser humano se pode dedicar a curar registos akáshicos, fazendo as pazes consigo mesmo e com os outros, elevando a vibração de paz na humanidade. Em que SABEMOS que estamos todos ligados. Em que todos nos podemos dedicar a temas que outrora estavam limitados a escolas iniciáticas exclusivas. Tal como antigamente apenas os padres podiam aprender a ler e a escrever, e o povo vivia na ignorância. O mesmo processo de liberdade aconteceu com a sabedoria do mundo espiritual a ser partilhada com todos. Claro que muita desinformação aconteceu, muitos falsos mestres surgiram como estava previsto há muito. São falsos porque não têm mestria própria, logo não estão aptos para ensinar o que eles mesmos não aprenderam ainda, o que não integraram nas suas vidas pessoais. 

Estamos a sair da caverna. E eu estou pessoalmente muito feliz por estar cada vez a dar uma forma mais concreta ao meu sonhos, de unir, aliar psicologia e espiritualidade, numa pesquisa e com um espírito de descoberta ao qual me dedico há 22 anos.